quarta-feira, 3 de abril de 2013

Praça do Município

 
 
A Praça do Município é uma praça localizada no centro histórico de Braga, Portugal.
Na segunda metade do século XVI, por ordem do Arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus, é aberta a praça na então dominada quinta e hortas do Paço Episcopal Bracarense.
Baptizada como Campo de Touros, a praça durante décadas serviu para esse propósito, a tourada. Já no ano 1751, o Arcebispo D. José de Bragança manda edificar uma nova ala do Paço Episcopal Bracarense, actual Biblioteca Pública de Braga, voltada para esta praça o que lhe conferiu um grande grau de importância simbólica.
Importância essa, que viria ser aumentada com a construção do Domus Municipal em 1753. Desde então, a velha Praça de Touros passou a dominar-se por Praça do Município.
Nos anos seguintes, o Arcebispo D. Gaspar de Bragança, decidiu reunir na praça os vários mercados existentes pela cidade. Assim a praça tornou-se num grande mercado ao ar livre até 1878, aquando da abertura de um pavilhão na parte Norte da praça.
Em 1915, sendo presidente da câmara Albano Justino Lopes Gonçalves, após a demolição do antigo pavilhão, foi construído um grande mercado coberto em ferro da autoria de João Moura Coutinho. Apesar de ser um exemplar arquitectónico, o mercado não se enquadrava na praça, o que ditaria a sua demolição em 1955.
Mais tarde, já com Viriato Nunes como presidente da câmara é colocada no centro a Fonte do Pelicano, e a praça adquire o aspecto actual, ladeada por árvores.


Casa da Câmara



Foi mandada construir por D. José de Bragança, em 1753, para acolher a Câmara Municipal. A intenção de transformar esta praça na mais importante da cidade deve ter sido motivação para a sua construção neste local.
 
O projecto foi da autoria do arquitecto bracarense André Soares, sendo a sua única obra devidamente documentada na cidade. Apesar da sua construção se ter iniciado em 1753, só foi completamente terminada em 1865.
 
Segundo Robert Smith é a “maior obra-prima da arquitectura civil barroca da Península Ibérica”.

Palácio dos Arcebispos ou antigo Paço Episcopal



Iniciativa do arcebispo D. José de Bragança, entre os anos 1746-50, para servir de sua residência. Apresenta os traços nítidos do rococó soaresco, com exuberante decoração.

Sofreu um violento incêndio em 1866, que destruiu uma parte significativa do edifício.

Restaurado em 1930, podem ainda admirar-se dois conjuntos de azulejos desenhados por André Soares.

Atualmente nele se encontra instalada a Biblioteca Pública de Braga.

Fonte do Pelicano



A Fonte do Pelicano localiza-se no centro da Praça do Município em Braga.
A fonte, de estilo maneirista-joanina, é da autoria do escultor Marceliano de Araújo.
Originalmente encontrava-se nos jardins do Paço Arquiepiscopal Bracarense. Mais tarde, esteve vários anos no Parque da Ponte, até ser mudada para a localização actual, no tempo da presidência da Câmara de Viriato Nunes.

Já estando na praça, foi sujeita a transformações, elevando-se o seu centro.